Notícia

Clone da figueira de 200 anos plantada no Ibirapuera

Uma das árvores mais antigas de São Paulo foi clonada e a nova muda foi plantada no mes de agosto desde ano, na Praça da Paz do Parque do Ibirapuera. Para que isso fosse possível, nos últimos dois anos, o botânico Ricardo Cardim coletou galhos e sementes da Figueira das Lágrimas.

A árvore matriarca vive apertada em uma casa do bairro Sacomã. Com mais de 200 anos, ela foi citada em documentos quando Dom Pedro passou sob sua copa. E já sofreu muito com raios, incêndios e podas erradas.

Para preservar este patrimônio genético da Mata Atlântica, o ambientalista Ricardo Cardim começou em 2015 a colher sementes da Figueira. E fez alpórquia em galhos, uma técnica que resulta em clones da árvore-mãe. O esforço rendeu 62 mudas que ele cultivou por dois anos na varanda do apartamento, e dois clones da Figueira organensis vingaram.

A muda escolhida para o plantio definitivo no Parque do Ibirapuera tem 1m40, muitos galhos e uma grande responsabilidade. Além da mãe dela, só existem mais 5 figueiras adultas deste espécie na capital.

A chance é de que com 2 ou 3 anos de idade ela já esteja com 4 metros de altura e uma copa bem formada e quando ela chegar na idade adulta será uma gigante.

A muda foi plantada em um enorme banco de duas peças esculpido em tronco de eucalipto. Uma parte encaixa na outra formando um banco do tipo da antiga conversadeira.

O ecodesigner Hugo França criou o móvel escultura que vai proteger a muda. Ironicamente, usou uma motosserra para dar forma, e na madeira de uma árvore exótica.

-É justamente uma árvore que já morreu e que precisou ser tirada do parque, que vai servir de moldura pra o crescimento desse novo ser bastante importante para nós- explica França.

A figueirinha vai ser plantada bem no ponto de encaixe das duas peças, que formam um círculo de proteção. E, quando crescer mais, é só desencaixar o banco.

-Ela significa realmente um novo tempo para cidade no sentido de valorizar nossas raízes, nossa história, nossa biodiversidade e fazer com que ela continue viva aqui- diz o botânico Ricardo Cardim.

Fonte: G1 SP
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