Notícia

Das cidades digitais

No contexto das cidades contempo- râneas, os encontros não necessitam, exclusivamente, dos espaços públicos para ocorrer. Assim as relações sociais se reconfiguram

As relações sociais da antiguidade eram marcadas pelas trocas face a face. Elas aconteciam em espaços públicos, como feiras, mercados ou mesmo as conversas pelas janelas, precursoras das vitrines e dos atuais reality shows. Nas metrópoles contemporâneas, as possibilidades dos encontros se multiplicam, quando as pessoas passam a interagir com e através das Tecnologias de Informação e Comunicação (Tic´s) que servem para aproximar as pessoas. Ou pelo menos promover o simulacro dessas relações, conforme análise do filósofo francês Jean Baudrillard (1929 - 2007).

Na realidade, não deixa de ser um forma a mais de comunicação entre cidades e cidadãos, uma vez que essa ligação sempre se deu por meio de trocas. À luz do urbanismo, cidade real é uma ilusão de ótica, já que sempre foi destacada por elementos simbólicos, a exemplo das vitrines, cartazes, outdoors. Antes mesmo da criação da internet, já existia o "voyeur", que se deixava seduzir por essa cidade das ilusões. O que acontece, hoje, é que tanto a cidade quanto a vida urbana são exacerbadas pelo virtual, como fez a vitrine no passado. A invenção das redes sociais digitais servem para permear relações que extrapolam o campo da sociabilidade, saltando para as esferas econômica, afetiva e política. São novas formas de comunicação que ganham vida nas metrópoles contemporâneas que incorporam a informação ao seu cotidiano. Antes, a comunicação entre as pessoas aconteciam pelas trocas reais, diferente do que ocorre na atualidade, quando podem ser também virtuais. Fenômeno que além de ampliar esse poder de comunicação, aumenta também a chance de diminuir ou mascarar a solidão das pessoas. As salas de bate papo e os sites de relacionamentos são exemplos disso.

O ciberespaço (urbano)

Mas se as cidades antigas possuíam as suas formas de comunicação com os seus moradores e visitantes, as metrópoles contemporâneas diversificam e aumentam as possibilidades dos encontros. A forma estrutural das cidades também muda com o desenho das "cibercidades", destaca o sociólogo espanhol Manuel Castells. Para ele, "a era da internet foi aclamada como o fim da geografia". Ou no mínimo cria outra diferente "feita de redes e nós que processam fluxos de informação gerados e administrados a partir de lugares". Assim pode ser comparado o desenho das "cibercidades" ou
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