Notícia

No frio, Prefeitura de SP usa ônibus para recolher moradores de rua

Num esforço para intensificar o atendimento a pessoas que moram nas ruas, a Prefeitura de São Paulo contou até com ônibus para conduzi-las aos abrigos na noite desta terça-feira (23), uma das mais frias de 2013 até agora.

Três coletivos faziam viagens aos 63 abrigos para evitar que os moradores de rua enfrentassem a mínima de 6°C prevista para esta quarta-feira (24). Com o vento gelado, a sensação térmica poderia chegar a 3°C. Na Avenida Paulista, por exemplo, a sensação térmica chegou a -1°C por volta de 0h30, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

O G1 acompanhou o trabalho dos assistentes sociais entre as 21h de terça a 0h de quarta. Fora as dez peruas da assistência social, o esforço da Prefeitura contou com os carros da Defesa Civil e da Guarda Civil Metropolitana, que estavam liberados para recolher os moradores aos abrigos.

Quando os termômetros registram 13ºC, a Defesa Civil decreta estado de atenção, e as equipes da Prefeitura percorrem as ruas da cidade para oferecer acolhimento às pessoas em situação de risco, como prevê a Operação Baixas Temperaturas. Abaixo de 10ºC, a Defesa Civil decreta estado de alerta.

Como a temperatura caiu muito, a operação foi intensificada desde a manhã de terça. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, foram deslocados quase 400 profissionais para fazer a patrulha pela cidade. O horário de circulação das rondas também foi ampliado, de 22h para meia-noite.

Além disso, 3 mil vagas em abrigos foram adicionadas às 9 mil já existentes. Para isso, a Prefeitura fez aditivos nos contratos das entidades que administram os abrigos e entrou em acordo com a Defesa Civil, que liberou um galpão, e a secretaria de Esportes, que reservou um ginásio poliesportivo.

Durante as rondas, os assistentes sociais ofereciam abrigo, refeição (jantar e café da manhã), mas nem sempre conseguiam convencer os moradores de rua. Foram cinco as negativas. Em uma delas, na Rua Tabatinguera, no Centro, uma mulher que se identificou como Fátima e disse ter 55 anos dispensou a ajuda e preferiu passar a noite na soleira de uma loja.

As assistentes pretendiam levá-la ao abrigo da Casa Verde destinado a receber apenas mulheres. Fátima foi encontrada quando as assistentes voltavam por volta das 21h40 do abrigo Alcântara Machado, próximo à estação Parque D.Pedro II. Para lá haviam levado seis pessoas. Com isso a capacidade máxima de 40 havia sido atingida.

Dada a lotação, as assistentes p
COMPARTILHAR
Trabalhe conosco Entre em contato
aceitamos cartão BNDES
Av. Antônio Lacerda, 955 - Lote P - Dist Industrial | Pilar do Sul - SP Fale Conosco | contato@grupocoesa.com.br Acesso à administração do site Acesso à administração do site