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O modelo é novo, a ideia é antiga

Quem nunca viu em um parque ou na praia aqueles equipamentos feitos em madeira para se exercitar? Os mais comuns são barras fixas, barras paralelas, pranchas para abdominais, traves de equilíbrio e argolas. Alguns se assemelham àqueles circuitos militares.

A ideia é a mesma e vem de um modelo que nasce em 1926, conforme o levantamento histórico feito pelos professores Edison Francisco Valente e Japson Macêdo de Almeida Filho. Posteriormente, a partir de 1960, com o Movimento Esporte para Todos esses espaços se multiplicaram.

Então podemos dizer que as academias ao ar livre sempre estiveram ali, mas que hoje, mais modernas, mais coloridas, chamam mais a atenção e despertam o interesse na utilização mais do que no passado.

O Movimento Esporte para Todos teve vários sentidos e interpretações. O primeiro deles foi o da democratização da atividade física e da prática esportiva, sendo incorporado ao Esporte-lazer da Carta Internacional de Educação Física e Esporte da UNESCO, pelas suas características e espontaneidade. Na década de 1990 esse conceito se renova, compreendendo além do lazer, a promoção da saúde.

As academias ao ar livre são a maior representação de democratização das atividades físicas. Qualquer pessoa, em qualquer momento, sem custo algum, pode se beneficiar utilizando aquele espaço, tanto do ponto de vista do lazer quanto da saúde.

A principal vantagem é ter um espaço público, atrativo, modernamente equipado para fazer exercícios que podem contribuir para o combate ao sedentarismo, ajudando na promoção da saúde da população.

Academias ao ar livre podem trazer riscos aos seus usuários?

O texto publicado pelo Portal da Educação Física, -Academia ao ar livre: vale a pena?-, da Revista Época, faz esse tipo de questionamento. Sem dúvida esses espaços ajudam a sair do sedentarismo, mas e a qualidade das atividades feitas ali, será que realmente promovem a saúde?

A resposta só poderá ser dada se forem feitos estudos específicos sobre esses espaços, opinião de Julio Cerca Serrão, professor de Biomecânica da USP e de José Maria Santarém, Fisiatra. O fato é que exercícios mal feitos podem provocar lesões.

Tem sido bastante discutido entre os Profissionais de Educação Física sobre a falta de orientação profissional no uso das academias ao ar livre e os riscos de lesão, e o próprio CONFEF, Conselho Nacional de Educação Física, defende a presença de um profissional nesses espaços. Uma análise biomecânica se faz necessária.

Ape
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