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Passarelas viram pista para motoqueiros

As passarelas servem para os pedestres atravessarem avenidas sem precisar disputar espaço com carros e motos, certo? Errado, ao menos na Avenida Bonocô, elas estão sendo utilizadas por motoqueiros para cortar caminho, assustando e colocando em risco a integridade física dos pedestres. A reportagem flagrou um motoqueiro fazendo o trajeto na segunda passarela no sentido Centro.
Em pelos menos três das quatro passarelas, foi constatado, através de relatos, que a prática é comum. “É todo dia e não é só moto; é cavalo e bicicleta também”, conta o ambulante Marcelo Nascimento, que há quatro anos vende DVDs na quarta passarela sentido Centro.
O ambulante afirma que nunca presenciou acidentes, mas, segundo ele, é comum ver pedestres tomando susto ao ver as motos passando. Nascimento conta ainda já ter visto, algumas vezes, policiais fazerem a travessia da passarela em motos, o que para ele é um procedimento que legaliza a prática. “Se eles, que deveriam impedir esse tipo de coisa, podem fazer, os outros também podem”, pondera.
Para ele, a falta de um retorno sob a passarela não pode ser usada como desculpa para o delito de trânsito. “Para fazer o retorno, eles podem ir até a entrada do Ogunjá, que não fica muito distante daqui, e de moto é ainda mais rápido”, justifica.
Sob a mesma passarela, existe um ponto de parada de mototaxis. Os mototaxistas confirmam que é muito comum a “roubadinha”, mas que eles não recorrem a ela, a não ser em uma circunstância extrema. “Somente quando o pneu da moto fura e temos que levá-la para a borracharia do outro lado da Bonocô, mesmo assim, saímos da moto e empurramos ela até o outro lado”, garante.
Na primeira passarela no sentido Centro, a situação deixa indignados os moradores de Cosme de Farias. “É um absurdo. A passarela é muito usada por crianças e idosos, que acabam correndo o risco de atropelo num local que deveria ser usado apenas por pedestres”, ressalta Navarro Lúcio Bonfim, morador de uma área no bairro conhecida como Baixa da Paz. Ele conta ainda que é muito fácil ver motoqueiros atravessando a passarela. “Basta ficar aqui durante o período de meio-dia e de seis horas da tarde”, conta.
Na passarela em que foi flagrado o motoqueiro dando a “roubadinha”, o aposentado José Rodrigues, que mora na Ladeira Odilon Dória, informa ser comum ver motos onde só deveria passar pessoas. “Vejo muito, mas os motoqueiros desmontam para atravessar empurrando a moto”, ressalta. Mas mesmo assim ele discorda do procedimento. “Não pod
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