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Pedestres ignoram as passarelas em rodovias de Itapetininga

Nas estradas da região de Itapetininga (SP), é rotina encontrar pedestres que deixam de usar as passarelas sobre as rodovias para atravessar as pistas em meio ao trânsito. Nesta terça-feira (8), a TV TEM exibiu uma reportagem com vários flagrantes da imprudência de diversos moradores.
Conforme mostra a reportagem, na rodovia Antonio Romano Schincariol (SP-127) há uma passarela que é bastante movimentada. A passarela Cláudio Del Fiol Filho está localizada perto de várias indústrias e muitos trabalhadores utilizam o local com frequência. No entanto, muitas pessoas decidem pela travessia em meio aos carros.

De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte, aproximadamente 20% das pessoas que morrem em acidentes de trânsito no país são pedestres. E as estatísticas não param por aí. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), das 7.073 mortes registradas em rodovias no ano de 2010, 1.302 pessoas caminhavam em acostamentos ou atravessavam as pistas.

O capitão da Polícia Militar Rodoviária deTatuí, Marcel Ribeiro, orienta as pessoas a utilizar a passarela. Ele afirma que isso é importante porque a rodovia cria uma ilusão de ótica ao pedestre. Devido à velocidade ser maior nas pistas, o tempo de aproximação do carro é muito curto, o que provoca os atropelamentos. “O pedestre está habituado à área urbana, por isso, quando ela avista o veículo a certa distancia na rodovia, ele acredita que dará tempo de atravessar. É neste momento que ele é surpreendido e acaba sendo atropelado”, ressalta.
Ainda segundo o capitão, o pedestre ainda deve ter consciência de que a gravidade de um atropelamento em rodovia é muito maior. “O atropelamento em rodovia, se não gerar morte costuma gerar sequelas muito graves. Por isso que em campanhas sempre recomendamos que as pessoas utilizem as passarelas”, afirma.
A dona de casa Rosângela Figueiredo Domingues afirma que prefere não se arriscar no trânsito, por isso, sempre utiliza o dispositivo de segurança próximo à casa dela, às margens da SP-127. "A gente vai sem medo pela passarela”, comenta.
O consultor Jair Batista de Oliveira também afirma que prefere segurança a se arriscar no asfalto. Ele usa a passarela para passar com a bicicleta. “Tem que vir pela passarela porque é muito arriscado atravessar a rodovia. A gente pode perder a vida ao tentar ganhar cinco minutos de tempo. Pode-se perder a vida por bobeira”, diz.

Fonte: G1 Itapetininga e Região
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