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Projeto prevê passarelas sobre o Capibaribe, ligando bairros aparentemente distantes

Abrir janelas. Descortinar um Recife invisível. Entre os diversos conceitos urbanísticos, ambientais e de mobilidade embutidos no projeto Parque Capibaribe, a descoberta de uma cidade escondida pode ser o ponto alto do plano. Nos 30 km de margem, o Rio Capibaribe que nos vem à mente como cartão-postal é aquele que banhamos bairros do Recife, Santo Amaro, Santo Antônio e São José. Mas ele também pode nos oferecer paisagens hoje impossíveis de imaginar.

Para dar acesso a esses lugares, o Parque Capibaribe prevê implantação de 11 passarelas para ligar bairros aparentemente distantes entre si. Um deles é a integração Cordeiro - Poço da Panela. -A passarela ficará no trecho atrás do Parque de Exposições, a dez minutos da Praça de Casa Forte-, diz uma das pesquisadoras do projeto, Rafaella Cavalcanti.

Segundo ela, essa obra terá, além do propósito de servir de janela (já que hoje o lugar é invisível ao recifense), a função de encurtar distâncias para ajudar a destravar a mobilidade. -Quem descer na Caxangá poderá atravessar o Parque do Cordeiro e a passarela. Vamos conectar bairros, integrar modais e estimular a mobilidade não motorizada-.

Um dos coordenadores do Parque, o arquiteto Luiz Vieira pondera que o Recife nem sempre foi escondido, já que durante muitos anos as margens eram balneárias. -Hoje passamos por ruas e avenidas e sequer sabemos que o rio está ali atrás. Ao longo dos anos, a cidade foi sendo construída de costas para o Capibaribe-, comenta Vieira.

Fonte: Diário de Pernambuco
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