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SP libera recursos para obra cuja utilidade ninguém sabe

A pedido de um deputado estadual, o governo Alckmin (SP) liberou recursos para a construção de um barracão cuja utilidade nem os envolvidos na viabilização do dinheiro ou na execução da obra sabem dizer qual é. Por meio de uma emenda do deputado Dilmo dos Santos (PV) ao Orçamento, o governo liberou R$ 150 mil para o barracão, em fase inicial de obras, na cidade de Lourdes, no noroeste paulista. Santos não teve nenhum voto em Lourdes na eleição passada. O deputado Roque Barbiere (PTB) deflagrou uma crise na Assembleia de São Paulo ao denunciar um suposto esquema de venda de emendas por seus colegas. Barbieri declarou que a indicação de recursos para locais onde os deputados não têm base eleitoral é um dos indícios do comércio ilegal. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Na indicação que fez ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado apontou a latitude e a longitude de Lourdes, mas foi genérico ao descrever a obra proposta. "A construção desse centro de múltiplo uso em muito ajudará a cidade, pois proporcionará melhor qualidade de vida", escreveu. Em Lourdes, nem os operários da obra nem moradores vizinhos souberam dizer para que ela servirá. O prefeito da cidade, Franklin Querino da Silva Neto (DEM), afirmou que o barracão será de "múltiplo uso". "Pode ser várias coisas." Ele disse esperar que o local sirva para "geração de renda". "Se eu conseguir uma fábrica, alguma coisinha pequena aqui dentro da comunidade, vou priorizar", disse. Aliado do prefeito, o presidente da Câmara Municipal, João Ranucci (DEM), disse que "não tem definição": "Pode ser qualquer fim, uma fabriquinha que gere emprego para 10, 15 pessoas." Na prefeitura, a encarregada das licitações, Carla Ferreira, cogitou outra destinação: "A gente já tem um barracão que serve de academia, não sei se esse também vai ser para isso". O engenheiro da prefeitura Edevaldo Contel também disse não saber que trabalho será feito no local. Uma das possibilidades, disse, é instalar máquinas de costuras. "Tem que ver a aptidão das pessoas. Você não pode forçar uma atividade. Tem que ver qual vai ser o despertar de cada um", afirmou.

Fonte: Terra Notícias
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